Prêmio da Música Brasileira lança série documental Casa PMB para celebrar a diversidade da nossa música

Música

Série registra encontros musicais em diversas regiões do país, unindo artistas consagrados e novos talentosPrimeira temporada, dedicada à Bahia, terá episódios semanais no YouTube com participação de Mariene de Castro, Melly, Lazzo Matumbi, Rachel Reis, Hiran, Sued Nunes, entre outros

O Prêmio da Música Brasileira (PMB), sob direção Zé Maurício Machline, lança a Casa PMB – uma série documental que celebra a música brasileira em toda sua diversidade regional através de encontros de diferentes gerações de talentos. A Casa PMB consiste em mini documentários episódicos, cada um voltado a um polo musical do país, passando por diversos estados. A temporada de estreia, intitulada “Bahia”, reúne três episódios que serão lançados em três domingos consecutivos no canal do PMB no YouTube (dias 20 e 27 de julho e 3 de agosto, sempre às 20h). A proposta da série é promover encontros entre artistas veteranos e novos nomes da música brasileira, revelando diálogos musicais que mesclam trajetórias, sonoridades e visões de mundo.

Com direção de Marcio Debellian, Casa PMB é uma coprodução do Prêmio da Música Brasileira e K2D Produções.
 

Temporada Bahia: encontro de gerações musicais em Salvador
 

Na temporada de estreia gravada em Salvador, a série conta com a participação de artistas consagrados como Lazzo MatumbiMariene de Castro e Ju Moraes, ao lado de uma nova geração que vem renovando a cena local, a exemplo de Rachel ReisHiranSued NunesYan Cloud e Melly. A interação entre eles cria um recorte único do momento atual da música na baiana, conectando ancestralidade, presente e futuro.

No episódio de estreia, em um registro de bastidores, Machline destaca a alma da música baiana: “A música da Bahia vem de dentro pra fora, é por isso que é tão boa. Não tem nada de fora pra dentro, tudo vem da alma de cada um destes artistas. Agradeço muito ao Hiran, por exemplo, por ter me apresentado a Melly. Artistas que estão em praias musicais completamente diferentes e absolutamente ricas”.
 

Lazzo Matumbi complementa de pronto, enfatizando o sentimento de união entre os artistas: “Sem querer ser bairrista, mas cada baiano é embaixador de outro baiano. Quando vai a um lugar, puxa o outro e diz ‘olha, conheço uma pessoa nova que você também tem que conhecer’. Porque essa coisa de ser um artista experiente e poder dizer ‘olhe, eu gosto muito desse som que está rolando aqui, venham ver’ pra mim é um prazer imenso. Penso sempre como é bom estar trocando com essa galera, aprendo o tempo todo. Me sinto honrado como o coroa no meio dessa garotada toda”.

Além das conversas que permeiam o encontro e as trocas estéticas entre os artistas, a primeira temporada traz diversas apresentações musicais em formato de jam session, incluindo:

  • Mariene de Castro – interpreta “Ponto de Nanã”, de Roque Ferreira;
  • Rachel Reis – canta “20h”;
  • Lazzo Matumbi – apresenta “Deusa do Ébano”;
  • Sued Nunes – canta “Amor que Benze”;
  • Melly e Hiran – fazem dueto em “Ceder”, contando os bastidores da composição em parceria;
  • Yan Cloud – canta “Garota de Salvador”.

A série também abre espaço para relatos pessoais dos artistas, sobre vivências e dificuldades que seguem persistentes.
 

Mariene de Castro, por exemplo, relembra como iniciou sua trajetória musical ainda na adolescência, convidada aos 13 anos para cantar em bandas percussivas de Salvador. “Desde o início os tambores me chamaram; já surgia essa espontaneidade de cantar para os orixás, antes mesmo de me iniciar no candomblé”, conta a cantora, que precisou enfrentar resistência dentro de casa, numa família cristã que não apoiava seu caminho musical.
 

Mesmo diante dessas adversidades, Mariene persistiu em seguir sua arte. “Foi como se essa luta começasse de dentro pra fora”, afirma, ressaltando que não se deixou deter pelos modismos da época. Ela chegou a ouvir críticas de que “cultura popular não vendia, que não deveria cantar samba de roda ou louvores aos orixás porque não vão pra lugar nenhum” ou “não tocam no rádio”. Mas sua convicção falou mais alto: “Eu sou teimosa, então eu disse: ‘aí é que eu canto!’”, declara, exemplificando a força e autenticidade da cena baiana que a Casa PMB busca evidenciar.

Além das conversas que permeiam o encontro e as trocas estéticas entre os artistas, a primeira temporada traz diversas apresentações musicais em formato de jam session, incluindo:

  • Mariene de Castro – interpreta “Ponto de Nanã”, de Roque Ferreira;
  • Rachel Reis – canta “20h”;
  • Lazzo Matumbi – apresenta “Deusa do Ébano”;
  • Sued Nunes – canta “Amor que Benze”;
  • Melly e Hiran – fazem dueto em “Ceder”, contando os bastidores da composição em parceria;
  • Yan Cloud – canta “Garota de Salvador”.

A série também abre espaço para relatos pessoais dos artistas, sobre vivências e dificuldades que seguem persistentes.
 

Mariene de Castro, por exemplo, relembra como iniciou sua trajetória musical ainda na adolescência, convidada aos 13 anos para cantar em bandas percussivas de Salvador. “Desde o início os tambores me chamaram; já surgia essa espontaneidade de cantar para os orixás, antes mesmo de me iniciar no candomblé”, conta a cantora, que precisou enfrentar resistência dentro de casa, numa família cristã que não apoiava seu caminho musical.
 

Mesmo diante dessas adversidades, Mariene persistiu em seguir sua arte. “Foi como se essa luta começasse de dentro pra fora”, afirma, ressaltando que não se deixou deter pelos modismos da época. Ela chegou a ouvir críticas de que “cultura popular não vendia, que não deveria cantar samba de roda ou louvores aos orixás porque não vão pra lugar nenhum” ou “não tocam no rádio”. Mas sua convicção falou mais alto: “Eu sou teimosa, então eu disse: ‘aí é que eu canto!’”, declara, exemplificando a força e autenticidade da cena baiana que a Casa PMB busca evidenciar.

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