Especialista explica os riscos, impactos no corpo e cuidados essenciais durante a recuperação
O atacante Yuri Alberto, do Corinthians, sofreu uma fratura na coluna e será desfalque da equipe por pelo menos dois meses. O diagnóstico foi confirmado após o jogador sentir dores na lombar durante a partida contra o Atlético-MG, no último sábado. Exames apontaram uma fratura no processo transverso da vértebra L1, localizada na região inferior da coluna torácica e início da lombar. Apesar de parecer grave, esse tipo de lesão é relativamente comum em atletas de alto impacto e, com o tratamento correto, tem boa evolução.
“O processo transverso é uma pequena projeção lateral da vértebra, que serve como ponto de fixação para músculos e ligamentos. Quando há uma fratura nesse local, geralmente por trauma direto ou torção excessiva, o paciente pode sentir dor intensa, limitação de movimentos e espasmos musculares”, explica o fisioterapeuta Bernardo Sampaio, Diretor Clínico do ITC Vertebral de Guarulhos.
Segundo o especialista, esse tipo de fratura não costuma comprometer a medula espinhal, o que diminui o risco de sequelas neurológicas. No entanto, exige imobilização, repouso e acompanhamento fisioterapêutico rigoroso. “A reabilitação precisa ser criteriosa. Nos primeiros dias, o foco é aliviar a dor e controlar a inflamação. Com o tempo, vamos retomando a mobilidade da região e fortalecendo a musculatura estabilizadora da coluna. Só depois disso o atleta pode voltar às atividades de impacto.”
A vértebra L1 está situada no início da lombar, área de extrema importância para a estabilidade e movimentação do tronco. No futebol, onde há saltos, deslocamentos rápidos e disputas físicas intensas, qualquer comprometimento nessa região pode impactar diretamente a performance e aumentar o risco de novas lesões.
“É uma lesão que merece atenção mesmo fora do esporte profissional. Quando não tratada de forma adequada, pode evoluir para dores crônicas, desequilíbrios posturais e até hérnias de disco no futuro. Por isso, a volta à rotina deve ser feita com muito cuidado, respeitando todas as etapas da reabilitação”, alerta Bernardo.
Fraturas na vértebra L1 e outras lesões na coluna lombar exigem atenção imediata. Mesmo quando consideradas leves, podem comprometer a estabilidade do tronco, gerar dores persistentes e aumentar o risco de novas lesões se não forem tratadas corretamente. Buscar avaliação profissional ao primeiro sinal de dor lombar é essencial para uma recuperação eficaz e para preservar a qualidade de vida e o desempenho nas atividades do dia a dia.
