Festival Ceará Voador tem oficinas nesta quarta e cinema de graça quinta-feira, sexta e sábado, em sessões 14h e 18h30, na Sala 2 do Centro Dragão do Mar. Confira a programação

Programação

A primeira edição do Festival Ceará Voador, voltada para o cinema, foi aberta na  segunda-feira, 5 de maio, com muita emoção no encontro de idosas e idosos, moradores do Poço da Draga, nas duas oficinas de cinema, realizadas na sede da ONG Velaumar, perto do Pavilhão Atlântico/Coreto. O festival segue até esta quarta, 7 de maio, na comunidade do Poço da Draga e de 8 a 10 de maio na Sala 2 do Cinema do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em sessões diárias às 14h e às 18h30, com exibição de 15 curtas-metragens e dois longas, seguidos de debates com os cineastas. Sempre com entrada franca e muitas ações para efetiva participação da comunidade, com destaque para pessoas que nem sempre têm acesso ao cinema.

Idealizado e dirigido por Sara Síntique, escritora, atriz, gestora e produtora cultural, o festival propõe uma experiência marcada pela democratização do acesso ao cinema, voltada especialmente para pessoas que têm pouco acesso às salas de exibição, mas também aberta ao público em geral.

A programação destaca o audiovisual cearense e promove a reflexão sobre o fazer cinema no estado, com direito a debates após cada sessão de filmes. As oficinas de cinema para idosos, sob os temas “O cinema que guardo aqui”, com Leonardo Câmara, das 16h às 17h30, e “Filmes-carta”, com Rúbia Mércia e Elen Andrade, das 18h30 às 20h, foram abertas na segunda-feira. As oficinas, realizadas em parceria com o Instituto Velaumar, coordenado por Izabel Lima, se destinam ao público idoso já atendido pelo Instituto e integram as celebrações pelos 119 anos de luta e resistência da comunidade.

Já nos dias 8, 9 e 10 de maio, de quinta a sábado, à tarde e à noite, acontecem as exibições dos filmes selecionados para o festival, incluindo dois longas-metragens e os 15 curtas que compõem a Mostra Competitiva, com premiação.
 
O festival é apoiado pela Lei Complementar 195/2022 – Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza. E conta também  com patrocínio da ESPAÇOPROJETOS e com a parceria do Instituto Dragão do Mar, do Atelier Rural e da Editora Substânsia.

O acesso à Sala 2 do Cinema do Dragão será gratuito, aberto ao público geral, e contará também com ações de mobilização de plateia, como oferta de transporte de ida e volta, possibilitando a participação de pessoas com histórico de poucas oportunidades de acesso ao cinema, como estudantes do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos, da rede pública, de escolas parceiras.

Para Sara Síntique, o “Ceará Voador”, nome que lhe foi sugerido e que ela recebeu como presente do escritor e amigo Manoel Ricardo de Lima, é o Ceará que sonha, que voa, que sempre foi muito vanguardista.

“Pra mim o festival é um voo, gerado pelo sonho. Quando a gente senta numa cadeira de cinema pra assistir a um filme, a gente tá ali imaginando, voando. E é uma imagem que tem a ver com todas as artes, que envolve o pioneirismo e a ousadia do cearense, como no voo do pavão misterioso de Ednardo, de sonho, imaginação, ousadia”, relaciona.

“O cinema cearense está voando longe, se destacando nos festivais nacionais e internacionais, ganhando prêmios. A gente acredita muito no cinema e na educação cearense, exemplos pro Brasil todo. A arte produzida no Ceará é uma pauta cada vez mais importante, sem nenhuma restrição ao que é feito fora, mas com a missão de mostrar o que temos aqui”, ressalta a diretora do festival.

Filmes seguidos de debates

O Festival Ceará Voador promoverá debates com os realizadores, ao final de cada sessão. Serão três curtas a cada sessão, seguidos por 50 minutos de debate, além de um longa na noite de abertura do festival e outro na de encerramento.

“É nesses debates que a gente constrói um elo muito forte entre artistas, realizadores e público, o que é fundamental no processo de mediação cultural. É muito interessante, como ação de educação, a gente trazer o debate, a fala, a possibilidade de questionamento, em uma ação presencial, fora dos celulares e computadores”, ressalta Sara Síntique.

Curadoria e formato do festival

A curadoria do I Festival Ceará Voador ficou a cargo de dois cearenses – Rúbia Mércia, pesquisadora do cinema e da educação, que já foi coordenadora de audiovisual da Vila das Artes, também do Centro Cultural Bom Jardim e atua agora no Hub Porto Dragão, enquanto cursa doutorado no eixo “Cinema, Educação, Mulheres”, e Pedro Diógenes, diretor, cineasta, militante do cinema feito no Ceará há muitos anos, profissional reconhecido no Brasil e no exterior, com olhar antenado para a nova produção – e um alagoano: o cineasta Ulisses Arthur, mantenedor de um festival de cinema em Alagoas, diretor de curtas finalizados no Ceará e que se destacaram em vários festivais, engajado nos debates sobre cinema e educação e sobre democratização do acesso ao audiovisual, atualmente finalizando no Ceará seu primeiro longa-metragem.

As inscrições consideraram uma janela para um longo período de produção, como forma de contemplar filmes que foram lançados ou produzidos durante a pandemia e que sofreram com as restrições à experiência presencial do cinema.

Outro destaque vai para a presença de produções de realizadores do Interior do Estado, incluindo municípios como Juazeiro do Norte, Tianguá, Icó e Aracati.

Júri cearense e plura
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O júri da mostra competitiva de curtas do I Festival Ceará Voador será formado por Flor Fonteles, cineasta cearense de Fortaleza, que hoje mora no Canadá e integrou a primeira turma de Cinema da UFC, escrevendo atualmente um roteiro a ser filmado no estado; Lucas Coelho, destacado sonidista cearense, que estudou na Escola de Cinema de Cuba; e Wara, cearense que também estudou na Escola de Cinema de Cuba e tem um pensamento muito forte sobre a descentralização do cinema, trabalhando também com cinemas indígenas.

Serviço:

I Festival de Cinema Ceará Voador. Exibição de filmes de 8 a 10 de maio, na Sala 2 do Cinema do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Entrada franca. Oficinas, para público previamente definido, em parceria com o Instituto Velaumar, de 5 a 7 de maio no Coreto em frente à Ponte Velha, na comunidade do Poço da Draga. O acesso ao Centro Dragão do Mar se dá pelas avenidas Leste Oeste, 81 (a entrada dos museus), e Pessoa Anta, 374 (perto da Caixa Cultural Fortaleza). Mais informações: Instagram @festivalcearavoador.

Quinta, 8/514hSexta, 9/514hSábado, 10/514h
“sirius não é tão longe”Diretor: Nick SanchesMunicípio: FortalezaAno de produção: 2024Duração: 14 min

“MANZAPE”Diretor: Roney SouzaMunicípio: TianguáAno de produção: 2025Duração: 20 min
“Linhas de Soco”Diretor: RafaselMunicípio: Juazeiro do NorteAno de produção: 2024Duração: 20 min
54 min
Debate com realizadores após a sessão (50 min)
Mediação: Pedro Diógenes
“Topera”Diretor: Rodrigo Gadelha CostaMunicípio: FortalezaDuração: 17 minAno de produção: 2024
“Quando Éramos Outros”Diretor: Joaquim Emiliano AiresMunicípio: FortalezaAno de produção: 2025Duração: 11 min
“Praia dos Crush”Diretora: Marieta RiosMunicípio: FortalezaAno de produção: 2021Duração: 14 min
42 min
Debate com realizadores após a sessão (50 min)
Mediação: Ana Paula
“O Medo tá Foda”Diretor: Esaú PereiraMunicípio: FortalezaAno de produção: 2024Duração: 16 min
“PONTE METÁLICA”Diretores: Felipe Bruno e Wes Maria Município: FortalezaAno de produção: 2024Duração: 17 min
“As Velas do Monte Castelo”Diretora: Lanna CarvalhoMunicípio: FortalezaAno de produção: 2022Duração: 16 min
“No Meio de Campo”Diretor: Vinícius MenezesMunicípio: FortalezaAno de produção: 2024Duração: 14 min
63 min
Debate com realizadores após a sessão (50 min)
18h3018h3018h30
“Noites em Claro”Diretor: Elvis AlvesMunicípio: FortalezaAno de produção: 2022Duração: 19 min

“A Luta de Nzinga”Diretor: Eduardo Cunha SouzaMunicípio: FortalezaAno de produção: 2023Duração: 74 minutos
93 min
Debate com realizadores após a sessão (50 min)

Mediação: Déo Cardoso
“Do Lado de Dentro”Diretora: Marina Hilbert Município: FortalezaAno de produção: 2024Duração: 14 min

“Todas as vidas de Telma”Diretora: Adriana BotelhoMunicípio: Juazeiro do NorteAno de produção: 2022Duração: 72 minutos
86 min
Debate com realizadores após a sessão (50 min)
“Quando o passado for presente lembra-se de mim no futuro”Diretor: Rafael VilaroucaMunicípio: IcóAno de produção: 2022Duração: 18 min
“FAÍSCA”Diretora: Bárbara Matias KaririMunicípio: CratoAno de produção: 2025Duração: 12 min
“Tiramisù”Diretor: Leônidas OliveiraMunicípio: AracatiAno de produção: 2024Duração: 20 min

Mediação: Rúbia Mércia50 min
Debate com realizadores após a sessão (50 min)

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